quarta-feira, fevereiro 11, 2015

O amor é possível ?



                                                       Parte : I
                                                  Imagem : Rê G.


Novamente flor escreve a noite toda..
Ela espreguiçou , olhando o sol que nascia..
Colocou uma roupa, calçou os tênis..
Como que atraída por uma força invisível ...
Ela correu pela cidade que ainda acordava...
Seus desejos eram vagos , poéticos ,apaixonados...
Flor esperava por alguém...
Sua excitação crescia , enquanto corria pelos bairros até a beira mar...
Parou admirou o mar e se perguntou:
Como uma Estranha poderia lhe encher de desejo?
Ela sabia a resposta, era justamente a mesma desta manhã, da manhã anterior e de todas as manhãs diante do mar..
Flor ansiava pelo Amor.
Seria apenas mais um dia diante do mar se não fosse pelo fato de ter conhecido a Estranha ....
Elas se falavam todos os dias e noites por mais de 15 dias ...
A estranha lhe contava do seu dia a dia e aos poucos sua historia de vida, mulher essa marcada por muita magoa ...
A estranha era casada com um homem que aparentemente viva para sua servidão..
Amor era uma palavra desconhecida a Estranha , sentimento esse que jamais sentira por um ser humano , amava sim seus animais , sua filha, fruto de uma adolescência misteriosa...
Ao seu modo tinha compaixão , afeto e se devotava a cuidar de todos ao seu redor.
Flor tinha amor , paixão , desejo para dar a Estranha...
A estranha era uma bela mulher, pele alva, cabelos negros que lhe molduravam a face perfeita   ...
Dona de olhos penetrantes, olhos negros ...
Seios fartos convidativos....
Corpo de uma Deusa ...
A Estranha era simplesmente o pecado em forma humana...
A excitação aumentara com a proximidade das horas , flor iria se encontrar com a Estranha...
Em um bar local às 19h de uma quinta feira, Flor aguardava a bela Estranha...
Flor não escondia seu nervosismo, pela espera, ânsia do primeiro encontro...
Com passos calmos , expressão tranquila a Estranha caminhava até a flor...
Aqueles olhos cheios de fome devoravam a existência da flor... Um calor lhe percorria o corpo... Flor não sabia como agir pela primeira vez na vida.
Elas pediram bebida e comida... Flor foi se controlando ... A conversa fluía... No ritmo imposto pela Estranha.. A estranha dona da situação sorrisos de canto de boca, fala mansa, e olhos fixos na Flor...
O desejo da flor lhe consumia vontade de beijar , de se dar a bela Estranha...
20:45h elas tomaram um taxi , indo em direção à consumação do tão esperado desejo...
Diante da porta do quarto a Estranha tomou o rosto de flor entre suas mãos e a beijou profundamente, eram mãos , lábios ,corpo se contorcendo, era fome, flor sentia seu corpo em brasa, seu coração era uma bateria de escola de samba ...
Beijaram se até o beijo se transformar em tortura, o corpo ficar impaciente...
A porta se abriu Flor adentrou ao mundo sem volta...
Os olhos da Estranha tornaram se cada vez mais negros e famintos via se o desejo da carne a ser devorado e logo...
Flor  sentiu a ponta da língua da Estranha pincelando os mamilos ...
Fazendo com que ela quase se levantasse da cama..
Flor sentiu a sucção por quase uma eternidade, que lhe possuía um seio e depois o  outro...
Deliciosas sensações a fizeram tremer, a cada vez que era sugada...
Seu ventre se movia num ritmo carnal ...
Sons desconexos saíam de sua garganta...
Convulsa ao sentir as  mãos  da Estranha escorregarem para parte debaixo do seu ventre , seu corpo se erguia...
A mão quente e firme  da Estranha se encaixar em sua umidade vulcânica...
Cada centímetro de seu corpo vibrava , delirava...
Acariciada do pescoço até a cintura , passando por cada curva , até que os dedos chegaram à sua umidade...
Sendo apertada,pressionada por aqueles  dedos contra a sensível junção de suas pernas em lavas...
O olhar  de Flor refletia puro prazer...
A Estranha deslizava os dedos pela delicadeza da pele até encontrar a fenda que implorava por ser tocada, devorada,como preza ...
O instinto puramente animal fez com que Flor  agarra se ao emaranhado dos cabelos , enquanto   a Estranha  estocava profundamente, a língua faminta circulava a pontinha durinha  deixando  a sem  ar...
Flor   gemia e seu corpo mais uma vez se movia em  ritmo de carnaval...
Era  beijada , a boca lhe mordia o pescoço , deslizava pelo ombro e mais uma vez pelos seios...
A sucção era firme  junto a pressão dos dedos que a levaram ao ápice do delírio...
A tensão extraordinária aumentava...
E enfim a erupção, o vulcão jorrava a lavas quentes , envolvendo os dedos, lambuzando os lábios... Lábios que engoliam o sabor da luxuria, da redenção ao prazer...
Na manhã seguinte Flor fixa os olhos negros da Estranha e pensa:
Você rompeu os véus da carne e todas as almofadas que protegiam os nervos, o efeito é o delírio, breve e roubado...
Elas tomaram o café da manhã ,mas o peso da rotina social fez com que elas tivessem apenas um breve momento .
Flor era apenas sentimento , estava entregue a um barco a deriva, sem remos para s salvação ...
Presa a vasta escuridão daqueles olhos negros .... Continua amanhã..

                                                                            


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