sexta-feira, maio 17, 2013

Aeroporto....




                                                    Artista: Maurizio Barraco


Depois de meses sem se ver ,Girassol vai ao aeroporto buscar Rosa..
No saguão do aeroporto enfim o abraço apertado ,à vontade de se tornarem uma só ...
Foram para o estacionamento e já dentro do carro...
Rosa aproximou os lábios do ouvido de Girassol...
A situação era embaraçosa...
Girassol sentia o calor daquela coxa, grudada à dela , o hálito perfumado batendo em sua orelha, a voz penetrando -a...
A boca tremula se apertou contra a de Girassol,roçando a língua num desespero do beijo sonhado...
Afagando  Girassol com suas mãos macias e perfumadas..
Beijando – lhe  a boca , sôfrega, como se tivesse beijando sempre...
Mas nunca saciada de repetir o mesmo beijo furioso...
Girassol sentia todo o calor do corpo em suas mãos maldosas,atrevidas , sem rumo,levadas apenas pelo impulso...
Girassol  subia as mãos  lentamente,com esforço,a caminho dos seios...
Tomando-os com cuidado, depois da caricia que lhe provocara desejo , mexendo-os e recebendo os respiros e estremecimentos da Rosa...
Afastou a boca,beijou   novamente seu rosto,mordiscou seu queixo, gemeu algo desconexo de prazer , enfiando a língua na  boca...
As mãos de Girassol desceram , a boca encontrou os seios e ela gemeu o ruído do mais delicioso pecado....
Afastou se ,Rosa estava queimando de desejo...
Rosa puxou Girassol pela nuca para que o beijo fosse mais forte, dolorido, feroz....
Os beijos delas se tornavam mais ardentes, mordiscantes,quase sangrentos....
Girassol possuindo o corpo de Rosa , no pequeno espaço do carro,boca presa a dela..
Língua num ritmo descontrolado tentando se prender a da Rosa...
Puxando-a pelos cabelos, mãos enfiadas sob a blusa , agarrando  o firmemente o seio..
Outra metida dentro da calça , enfiando os dedos pela estreita caverna em brasa,pressionando com destreza e prática o coração pulsante intumescido....
Na exaltação , um susto....
Bateram em seu vidro do carro...
Largaram se apavoradas...
Olhando para fora...
Ao lado do carro uma criança arteira batia em sua porta.


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