sábado, junho 18, 2011

Violão que não deixo....

Seis cordas trê douradas e 3 prateadas...
Cordoamento tão perfeito que feri os dedos iniciantes...
Anatomia perfeita...
Pele lisa , brilhante, um verniz encantado...
Som que dissipa pelos áres encanta com o seu alcance..
Toco meus dedos e deslizo pelas cordas...
O som ecoa pela garganta do violão meu...
O ritmo melodioso, batidas compassadas...
Posto minhas mãos ao seu corpo e puxo o  para mim...
Suor de minha barriga adere ao corpo do violão...
Seguro firme em seu braço ...
E com dedos hábeis dedilho uma canção...
Violão meu, só meu...
Morro de ciúmes de meu violão...
Não empresto, não troco, não vendo , não dou...
Sei que um dia , seu braço pode empenar...
Seu verniz descascar...
Que suas cordas vão se desgastar...
Que melodias eu não irei lembrar...
Que afinação não irá pegar...
Que seu som abafado estará...
Porém violão meu, nunca deixarei de te tocar...

Um comentário:

  1. Rê achei bonita a maneira como você usa a matáfora do violão para falar do ser humano e das vivências que moldam a sua vida.
    beijos jú.

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