segunda-feira, maio 30, 2011

Naufraga..

Da varanda do quarto a paisagem é uma velha conhecida minha....
As vezes calma outras feroz...
Visualizo um certo barquinho com um único tripulante...
As ondas tocam o casco , o afastando do litoral...
Sem remos e motor o barquinho não luta contra a maré....
É uma guerra....
As ondas chaqualejam o pequeno barquinho de um lado ao outro...
A medida que vai se afastando ...Vejo cada vez menos a embarcação....
Fecho os olhos e me levo para dentro do barquinho....
A sensação ao chegar é de vazio....
Resolvo remar de volta ao litoral....
Inutil as forças da natureza consomem os meus braços...
Exaurida ..
Deito me no fundo do barquinho e contemplo o céu...
As nuvens tomam formas ora de animais , outras de algo não indentificado....
O vento grita, suplica enlouquece em seus causos...trazendo pingos macios que se intensificam a medida que o tempo vai passando.....
O vazio latente, funebre se esvai nas águas misturando se ao sal do verde....
Um aperto desabotua a vestima de sua alma..
Ouço  vozes de aflição , gritos da alma que se batem....
Petrificada estou como um cubo de gelo....
No instante seguinte sinto um frio absurdo...
O sol se esconde por de trás de um verde ....
Abro os olhos e vejo a imensidão de uma formação de um verde que engole o barquinho....
Nado do fundo em direção a superficie...
Nado,Nado,Nado...
O corpo adormece...
Como naufraga me agarro nos fragmentos do mar e deixo meu corpo ser levado...
Para onde?
Não sei...
Quando vou chegar ?
Nem sombras se faz em meus pensamento...
Abro os olhos fecho a porta da varanda ..
Melhor ler um livro.

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